Château

Château Ormes de Pez

Um Saint-Estèphe de 40 hectares na beira do lugarejo de Pez, batizado com o nome de olmos que já não existem, e da família Cazes, do Lynch-Bages, desde 1940.

Denominação
Saint-Estèphe

O château

O Ormes de Pez tem o nome de um bosque de olmos altos que morreu nos anos 1950, como morreram os olmos por toda a Europa; eles aparecem desenhados no rótulo desde 2003. A propriedade fica no norte de Saint-Estèphe, na beira do lugarejo de Pez, e às vésperas da Revolução já era o Domaine de Pez, pez querendo dizer paz no dialeto local. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, traz Les Ormes em nome de Southard em 1845, com 100 a 110 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), e o século XIX o fez passar por muitas mãos, entre elas Southard e Pieck, Carrère e Alibert, e Eschenauer. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o contam entre os crus bourgeois supérieurs a partir de 1874; em 1922, de Marcel Alibert, era um domínio de cerca de 35 hectares, 15 deles de vinhas em algumas das melhores terras da comuna, com vinhos apreciados pelo corpo e pela finesse.

A história dos Cazes aqui começa com um casamento. Por volta de 1880 Marie Cazes se casou com Jean Guillou, o mestre vinhateiro da propriedade; ele foi morto nas primeiras horas da Grande Guerra, e ela passou a conduzir a propriedade sozinha. Em 1940 o irmão dela, Jean-Charles Cazes, a comprou. Jean-Michel Cazes restaurou os prédios do século XVIII no começo dos anos 1980, e a casa hoje é uma pousada.

Os 40 hectares se dividem em 2 terroirs, ambos bem drenados: cascalho de quartzo e seixos rolados para os cabernets, e argila e areia, mais frescas, para o merlot. São plantados com 54% de cabernet sauvignon, 37% de merlot, 7% de cabernet franc e 2% de petit verdot. Sob Rafaël Destruhaut-Balladu, o chefe de vinhedo, as vinhas são cultivadas com pulverização moderada e pousios semeados com flores; desde 2010 a equipe mapeia zonas homogêneas dentro de cada parcela a partir de fotos de satélite, e uma seleção massal preserva o velho material genético da propriedade. As uvas são colhidas à mão. Daniel Llose e Nicolas Labenne conduzem a vinificação, em cubas de inox com controle de temperatura e cerca de 20 dias de fermentação e maceração, e o vinho passa 15 meses em média em carvalho francês, 45% novo.

De relance

Denominação
Saint-Estèphe
Comuna
Saint-Estèphe, na beira do lugarejo de Pez
Classificação
Sem classificação
Proprietários
A família Cazes, desde 1940
Direção
Daniel Llose e Nicolas Labenne, a vinificação; Rafaël Destruhaut-Balladu, o vinhedo
Vinhedo
40 hectares
Solo
Cascalho de quartzo e seixos rolados; argila e areia
Uvas
Cabernet sauvignon 54%, merlot 37%, cabernet franc 7%, petit verdot 2%
Cultivo
Pulverização moderada; pousios floridos; seleção massal
Adega
Colheita à mão; cerca de 20 dias em cubas de inox; 15 meses em média em carvalho francês, 45% novo
A casa
Também o Château Lynch-Bages, Pauillac
Na história
Cru bourgeois supérieur a partir de 1874; 35 hectares, 15 de vinhas, em 1922

Fontes: Château Ormes de Pez, a história · Château Ormes de Pez, o terroir · Château Ormes de Pez, o saber-fazer

O registro

O Château Ormes de Pez está na denominação Saint-Estèphe.

A Classificação de 1855 foi publicada em 18 de abril de 1855, elaborada pelos corretores da praça de Bordeaux para a Exposição Universal de Paris.

Fonte: Conseil des Grands Crus Classés en 1855

Cru Classé

Somente por convite.

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