Négociant

Cordier

cór-DIÊ
Como ler

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Désiré Cordier chegou da Lorena a Bordeaux na Primeira Guerra Mundial e, em 1935, já tinha reunificado o Gruaud-Larose, dividido em 2 desde 1867.


A casa

Nicolas Désiré Cordier, nascido em Maxéville, perto de Nancy, em 11 de agosto de 1861, fundou a casa em Toul, na Lorena, em 1886. Na mobilização de 1914 manteve por 1 ano uma cantina gratuita na estação de Toul para as tropas e os feridos de passagem. Enquanto durou a guerra, emprestou de graça ao exército os seus grandes armazéns de Toul, para o manuseio do vinho mandado aos soldados no front. O seu próprio comércio ali parou. Durante a Primeira Guerra Mundial, com o front ali perto, levou a casa para Bordeaux, e logo comprou terras. O Château Lafaurie-Peyraguey, primeiro cru de Sauternes, foi dele a partir de 1917. A casa o manteve até 1984, durante a maior parte do século XX, e engarrafava o vinho na propriedade quando poucos faziam isso. No Gruaud-Larose, dividido em 2 desde 1867, ele comprou a metade Sarget nos últimos anos da guerra.

Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era o livro de referência do comércio de Bordeaux, o registram em 1922 como dono do Gruaud-Larose-Sarget, do Lafaurie-Peyraguey e do Fanning-Lafontaine, em Pessac. Em 1935 ele já tinha reunificado o Gruaud-Larose. O Château Talbot também era dele. Em dezembro de 1935 o papel timbrado dos Domaines Cordier trazia 8 propriedades, do Meyney, em Saint-Estèphe, ao Château de l’Aulée, em Azay-le-Rideau, no Loire. Entre elas estava La Tour Blanche, primeiro cru de Sauternes, que pertencia ao Estado e que Cordier cultivava em regime de parceria.

Cordier se tornou uma personalidade de Saint-Julien. Foi eleito prefeito em 1925. Em junho de 1934, procurando uma saída para a crise do comércio de vinho, organizou uma festa da longevidade no vilarejo, com Albert Lebrun, o presidente da República, como convidado. Morreu em 1940, e o filho Jean assumiu a direção da casa em 1947. A casa continuou comprando: os Domaines Cordier foram donos do Clos des Jacobins, em Saint-Émilion, de 1964 a 2001.

Depois o negócio passou por vários grupos. Em 1997 o grupo Val d’Orbieu ficou com a maioria da casa comercial, e em 2000 a Cordier se fundiu com a Mestrezat, casa de Bordeaux de 1815, dando origem à Cordier Mestrezat. O grupo cooperativo agrícola InVivo ficou com 78% dela em 2015, o seu primeiro passo no vinho, e em 2021 rebatizou o seu braço de vinhos de Cordier by InVivo. Em 30 de abril de 2026 a marca Cordier e o seu comércio na França e no exterior, Café de Paris incluído, passaram ao grupo de vinhos AdVini, de capital aberto, que pagou sobretudo com ações próprias. O braço de vinhos do InVivo virou acionista da AdVini e em 6 de maio passou a se chamar Vinadeis by InVivo. O Château Talbot continua nas mãos da família Cordier.

De relance

Tipo
Négociant
Sede
Bordeaux, desde a Primeira Guerra Mundial
Fundação
1886, em Toul, por Désiré Cordier
Proprietário
AdVini, a marca e o comércio, desde 30 de abril de 2026
Marcas
Cordier; Cordier Collection Privée; Café de Paris
No registro
Lafaurie-Peyraguey, de 1917 a 1984; Gruaud-Larose, a metade Sarget nos anos da guerra, o todo em 1935; Clos des Jacobins, de 1964 a 2001

Fontes

Livros e estudos
Charles Cocks e Édouard Féret, Bordeaux et ses vins, 9ª edição, 1922; Jane Anson, The St Julien Paradox, 2024; Marc Bouffard, Saint-Julien: Vineyards, Cellars, People and Place, 2025
Publicações próprias
AdVini, résultats semestriels 2026
Neste site
The Château Case Files: Gruaud-Larose

Revisado em 14 de outubro de 2026. Como escolho as fontes

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