Château

Château La Fleur-Pétrus

O primeiro vinhedo que Jean-Pierre Moueix comprou, em 1950, inteiro sobre o planalto de Pomerol, entre os lugares chamados Pétrus e La Fleur, e levado a 18,7 hectares com compras aos vizinhos.

Denominação
Pomerol
Classificação
Guia Michelin, 1 uva

O château

La Fleur-Pétrus tira o nome de onde está, entre os 2 lugares chamados Pétrus e La Fleur, e não de qualquer parcela dessas propriedades. O nome apareceu cedo nos livros: em 1886 Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, puseram o Lafleur-Pétrus, em nome de Pinau, na sua coluna de primeiros crus de Pomerol. 4 linhas acima, na mesma coluna, estava o Guillot, em nome de Larquey. La Fleur-Pétrus foi o primeiro vinhedo que Jean-Pierre Moueix comprou, em 1950, e cresceu desde então com compras aos vizinhos: cerca de 4 hectares de vinhas adultas do Château Le Gay em 1994 e, em 2012, as parcelas do Château Guillot, que o levaram a 18,7 hectares. Os 2 nomes tinham ficado lado a lado no papel por 126 anos antes de virarem 1 propriedade só. Christian Moueix preside a casa desde 1991, e o filho, Edouard Moueix, diretor-geral e terceira geração, chegou em 2003 e dirige as propriedades da família na margem direita.

O vinhedo inteiro fica no planalto, entre 33 e 38 metros, sobre cascalho e argila profunda acima do subsolo rico em ferro que Pomerol chama de crasse de fer, e se divide em 3 partes: cascalho ao norte, argila ao sul e, no meio, um cascalho mais quente. A plantação é de 91% de merlot, 6% de cabernet franc e 3% de petit verdot, com vinhas de 35 anos em média. As entrelinhas são aradas fundo de 4 a 6 vezes por ano e a carga é reduzida no verão; todos os vinhedos da casa em Pomerol e Saint-Émilion têm a AREA, a norma ambiental da região da Aquitânia. A triagem óptica chegou com a safra 2009, e desde 2013 o vinho é feito no Château Hosanna, cuja adega dá conta da colheita maior que as parcelas do Guillot trouxeram. Fermenta em concreto e inox termorregulados e é envelhecido de 16 a 18 meses em carvalho francês, com metade das barricas novas.

De relance

Denominação
Pomerol
Comuna
Pomerol, inteiro sobre o planalto, entre 33 e 38 metros
Classificação
Guia MICHELIN, 1 uva (2026)
Proprietário
Établissements Jean-Pierre Moueix, desde 1950
Direção
Christian Moueix, presidente, desde 1991; Edouard Moueix, diretor-geral, desde 2003
Vinhedo
18,7 hectares; cerca de 4 do Château Le Gay em 1994; as parcelas do Château Guillot em 2012; vinhas de 35 anos em média
Solo
Cascalho ao norte, argila ao sul, cascalho mais quente no meio, sobre crasse de fer
Uvas
Merlot 91%, cabernet franc 6%, petit verdot 3%
Cultivo
AREA, a norma ambiental da região da Aquitânia
Adega
Feito no Château Hosanna desde 2013; triagem óptica desde 2009; concreto e inox; 16 a 18 meses em carvalho francês, metade novo
Na história
Primeiro cru de Pomerol na coluna de Cocks e Féret, 1886, em nome de Pinau, 4 linhas abaixo do Guillot

Fontes: Établissements Jean-Pierre Moueix, Château La Fleur-Pétrus · Établissements Jean-Pierre Moueix, a casa e sua história · Établissements Jean-Pierre Moueix, a abordagem ambiental · INAO, Pomerol

O registro

O Château La Fleur-Pétrus está na denominação Pomerol.

Pomerol nunca foi classificada. Não existe cru classé de Pomerol, e nenhuma categoria impressa num rótulo de Pomerol tem valor oficial.

Na primeira seleção de Bordeaux do Guia MICHELIN, anunciada em 8 de setembro de 2026, recebeu 1 uva, o símbolo do guia, de 3 possíveis, 1 dos 37 châteaux nesse patamar.

Fontes: INAO, Pomerol · Guia MICHELIN, seleção de Bordeaux

Cru Classé

Somente por convite.

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