Château
Château La Louvière
Um vinhedo que os cartuxos trabalharam de 1620 até a Revolução, um château neoclássico hoje tombado como monumento histórico e a propriedade que levou André Lurton a Graves em 1965.
- Denominação
- Pessac-Léognan
- No Instagram
- @chateaulalouviere
O château
La Louvière, então chamada La Lobeyra, já existia em 1310, quando a Aquitânia estava sob domínio inglês. O vinhedo tomou a forma atual entre 1510 e 1550, com Pierre de Guilloche e o filho, Jean. Em 1620 uma doação passou a propriedade aos cartuxos da Chartreuse de la Miséricorde de Bordeaux, e os monges fizeram o vinho ali até 1791. No leilão que se seguiu, o negociante bordalês Jean-Baptiste Mareilhac a arrematou e, para dar à jovem esposa, Jeanne-Émilie, uma casa de campo, encomendou ao arquiteto parisiense François Lhôte o château que está de pé até hoje, uma casa neoclássica agora tombada como monumento histórico.
Os Mareilhac fizeram dela uma propriedade modelo. Alfred Mareilhac, prefeito de Léognan, refez o vinhedo com cepas nobres e ganhou a medalha de ouro ministerial de 1869 pelo vinhedo mais bem cuidado do departamento. Em 1893 Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, descrevem 100 hectares com 37 de vinhas, nascentes que enchiam tanques a 40.000 litros por dia, um solo que variava entre cascalho, sílica e calcário, corrigido com marga das próprias jazidas da propriedade, e as grisailles, pinturas em tons de cinza, do pintor flamengo Lonsing, que passou ali os últimos anos de vida. Os vinhos tiveram menção honrosa em Londres em 1862, medalhas em Colônia em 1875, Antuérpia em 1885 e Bruxelas em 1888, e uma grande medalha de ouro na exposição de Paris de 1889. Edmond Labasse era o dono em 1908, e Alfred Bertrand-Taquet, outro prefeito de Léognan, em 1922.
André Lurton comprou La Louvière em 1965, e foi assim que chegou a Graves. Passou 50 anos restaurando a propriedade, e a família dele, a Vignobles André Lurton, continua a dona. Uma adega nova, meio enterrada e construída para 1.000 barricas, foi inaugurada em 2009.
A propriedade tem 69 hectares de vinhas, 58 de tintas e 11 de brancas. O tinto vem de cascalho profundo, com 55% de merlot e 45% de cabernet sauvignon, e passa 12 meses em carvalho, com 40% a 50% de barricas novas e parte da colheita envelhecida em ânforas de terracota. O branco vem de cascalho misturado a areia, argila ou calcário, conforme a parcela, com 96% de sauvignon e 4% de sémillon; é colhido à mão em várias passagens, fermentado em barricas e tonéis de 600 litros e mantido 10 meses sobre as borras totais, com bâtonnage, em 30% de barricas novas. Valérie Lavigne assessora o branco e Mikael Laizet o tinto. O L de La Louvière, tinto e branco, é o segundo vinho, e a propriedade faz também o Les Lions de La Louvière. O tinto 2008, que provei no château num almoço para profissionais do vinho e sobre o qual escrevi em outubro de 2025, mostra o que uma safra fresca e clássica dá aos tintos de Graves: fruta viva, notas de tabaco e cedro e linhas frescas.
De relance
- Denominação
- Pessac-Léognan
- Comuna
- Léognan
- Classificação
- Sem classificação
- Proprietário
- Vignobles André Lurton, desde 1965
- Consultores
- Valérie Lavigne, branco; Mikael Laizet, tinto
- Vinhedo
- 69 hectares: 58 de tintas, 11 de brancas
- Solo
- Cascalho profundo para o tinto; cascalho com areia, argila ou calcário para o branco
- Uvas
- Tinto: merlot 55%, cabernet sauvignon 45%. Branco: sauvignon 96%, sémillon 4%
- Adega
- Tinto: 12 meses em carvalho, 40% a 50% novo, parte em ânforas de terracota. Branco: fermentado em barricas e tonéis de 600 litros, 10 meses sobre as borras totais, 30% novas; adega de 2009, meio enterrada
- Vinhos
- Château La Louvière; L de La Louvière; Les Lions de La Louvière
- A casa
- Neoclássica, construída pelo arquiteto François Lhôte para a jovem esposa de Jean-Baptiste Mareilhac, Jeanne-Émilie; monumento histórico
- Na história
- Os cartuxos, de 1620 a 1791; a medalha de ouro ministerial de 1869 pelo vinhedo mais bem cuidado do departamento
Fontes: Vignobles Famille André Lurton, Château La Louvière · Vignobles Famille André Lurton, a história · Château La Louvière, fiche technique du rouge 2023 · Château La Louvière, fiche technique du blanc 2024 · Syndicat viticole de Pessac-Léognan, Château La Louvière · Guto Assumpção no Instagram, Château La Louvière 2008, 11 de outubro de 2025
O registro
O Château La Louvière está na denominação Pessac-Léognan.
A classificação dos Graves foi aprovada em 1953 e completada em 1959. Tem uma única categoria e 2 listas, tintos e brancos, e um château pode estar classificado numa e não na outra.
Fonte: Syndicat Viticole de Pessac-Léognan, the Crus Classés de Graves
Cru Classé
Somente por convite.
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