Château

Château Nairac

Um segundo cru de Barsac com uma casa de 1786, classificado em 1855 como metade do Broustet-Nairac, recuperado a partir de 1971 por um americano e sua mulher e arrendado por 25 anos desde 2022.

Denominação
Barsac

O château

Élysée Nairac comprou a propriedade em 1777 e lhe deu o nome, e o arquiteto André Mollié construiu a casa em 1786. No começo do século XIX Bernard Capdeville, dono do Broustet, comprou também o Nairac, e os 2 foram classificados como 1 em 1855; e se separaram quando M. Perpezat comprou o Nairac em 1906. Durante boa parte daquele século, este cru classificado de branco era mais conhecido pelo tinto. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o chamam em 1868 de cru mais notável do Bas-Barsac, onde as vinhas tintas eram plantadas no sistema do Médoc, e dão a Brunet-Capdeville 5 a 8 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) de branco contra 10 a 15 de tinto; a Statistique générale de Féret, de 1874, acrescenta que os vinhos do Nairac alcançavam os preços dos crus bourgeois do Médoc. O branco foi encolhendo, para 4 tonneaux em 1886 e 2 em 1898, enquanto o tinto se mantinha em 12.

Nos anos 1960 a propriedade tinha decaído muito. Nicolas Tari a comprou em 1971 para a filha, Nicole, e o marido dela, o americano Tom Heeter, que a recuperaram com a ajuda do enólogo Émile Peynaud, e o filho dos dois, Nicolas Heeter-Tari, fez o vinho até os anos 2020. Desde 2022 a propriedade está arrendada por 25 anos à Terres Bordelaises, e quem a conduz é Jean-Marc Dulong, que também dirige o Château Bastor-Lamontagne.

O vinhedo tem 17 hectares de cascalho, calcário e argila, com 90% de sémillon, 6% de sauvignon blanc e 4% de muscadelle. As uvas são colhidas à mão, em até 11 passagens num ano difícil, e o rendimento fica em torno de 9 hectolitros por hectare. Não houve grand vin (o primeiro vinho da propriedade) em 1977, 1978, 1984 nem 2000. A conversão para o cultivo orgânico começou em 2022, e o L’Esquisse de Nairac é o segundo vinho desde 2002.

De relance

Denominação
Barsac; os vinhos também podem ser vendidos como Sauternes
Comuna
Barsac
Classificação
Deuxième Cru Classé 1855, classificado como Broustet-Nairac
Proprietários
A família Heeter-Tari, desde 1971
Operador
Terres Bordelaises, com arrendamento de 25 anos desde 2022
Direção
Jean-Marc Dulong
Vinhedo
17 hectares; cerca de 9 hectolitros por hectare
Solo
Cascalho, calcário e argila
Uvas
Sémillon 90%, sauvignon blanc 6%, muscadelle 4%
Cultivo
Em conversão para o orgânico desde 2022
Adega
Colheita à mão, em até 11 passagens
Vinhos
Château Nairac, não feito em 1977, 1978, 1984 e 2000; L’Esquisse de Nairac, desde 2002
A casa
Construída em 1786 pelo arquiteto André Mollié
Na história
12 tonneaux de tinto contra 2 de branco em 1898

Fontes: Decanter, Château Nairac · INAO, cahier des charges Barsac · Conseil des Grands Crus Classés en 1855, os crus classificados

O registro

O Château Nairac é Deuxième Cru Classé da Classificação de 1855, na denominação Barsac.

Cru Classé

Somente por convite.

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