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As 6 classificações, e quais delas ainda podem mudar
1 mudou só 2 vezes em mais de 170 anos, 1 é refeita a cada 10 anos e já foi anulada por um tribunal, e 1 dá nota ao produtor antes de dar ao vinho.
A resposta curta
Bordeaux tem 6 listas: a Classificação de 1855, a Classificação de Saint-Émilion, os Crus Classés de Graves, os Crus Bourgeois, os Crus Artisans e a seleção do Guia MICHELIN. 3 são refeitas em ciclo fixo, 1 é editorial, e 2 quase não se mexeram desde que foram feitas.
As 6, lado a lado
| Lista | Feita por | Classifica | Refeita |
|---|---|---|---|
| Classificação de 1855 | Corretores, para a exposição de Paris | 61 crus tintos do Médoc e de Graves, 27 brancos doces | 2 vezes em 171 anos |
| Classificação de Saint-Émilion | O Estado, pelo INAO | 85 propriedades em 3 categorias | A cada 10 anos, do zero |
| Crus Classés de Graves | O sindicato de Graves | 14 propriedades, sem categorias | Fixada em 1959 |
| Crus Bourgeois | A Alliance, verificada por um organismo externo | 170 propriedades em 3 níveis | A cada 5 anos |
| Crus Artisans | O sindicato, verificado por um organismo externo | 33 classificações sobre 32 propriedades | A cada 5 anos |
| Guia MICHELIN | A Michelin, de fora do comércio de vinho | 83 propriedades, de 3 uvas a 1 | Quando a Michelin quiser |
As que praticamente não mudam
A Classificação de 1855 foi feita a partir das tabelas de preço dos corretores em abril de 1855 e mudou 2 vezes desde então: o Cantemerle entrou em 16 de setembro de 1855, 5 meses depois da primeira impressão, e o Mouton Rothschild subiu de segundo a primeiro cru em 1973. Nada mais mudou em 171 anos, e não existe mecanismo para mudar.
Os Crus Classés de Graves ficaram na forma atual em 1959. A lista tem hoje 14 nomes, 2 a menos do que já teve, porque 2 propriedades foram absorvidas por uma terceira. Ela não tem categoria nenhuma: uma propriedade é classificada pelo tinto, pelo branco ou pelos 2, e essa é a única divisão que existe ali.
As que são refeitas
A Classificação de Saint-Émilion é a única classificação de crus classés de Bordeaux da qual uma propriedade pode ser expulsa, e a única em que todas precisam se candidatar de novo a cada vez. É também a que a justiça já derrubou: a classificação de 2006 foi anulada, a lista de 1996 foi mantida em vigor por lei até a colheita de 2011, e a revisão de 2012 recomeçou do zero. A revisão aprovada em setembro de 2022 vale até a colheita de 2031. Nessa rodada, 3 das 4 propriedades da categoria mais alta se recusaram a entrar.
Os Crus Bourgeois e os Crus Artisans funcionam em ciclos de 5 anos e os 2 são verificados por um organismo independente, não só pelo comércio. A lista dos Crus Bourgeois foi anulada por um tribunal em 2007 porque 4 membros do júri eram eles próprios candidatos; o que a substituiu não era uma classificação de propriedades, e sim uma menção dada a um lote de vinho, safra a safra, e as categorias só voltaram em 2020.
E a que não é uma classificação
O Guia MICHELIN publicou a primeira seleção de Bordeaux em 8 de setembro de 2026. Nenhum decreto a homologa, nenhuma denominação a carrega e nenhum rótulo pode imprimi-la. É uma opinião, publicada por uma entidade de fora do comércio de vinho, e atravessa denominações que nenhuma classificação francesa atravessa.
Onde continuar
Fontes: Conseil des Grands Crus Classés en 1855 · INAO, a classificação de Saint-Émilion · Syndicat Viticole de Pessac-Léognan, os Crus Classés de Graves · Alliance des Crus Bourgeois du Médoc · Qualisud, a proclamação da classificação dos Crus Artisans du Médoc, 12 de maio de 2023