Château

Château Perron

Uma propriedade de Lalande-de-Pomerol ao lado da igreja do século XII da comuna, da família Massonie desde 1958, orgânica certificada desde 2022, e ousada o bastante para se medir com a Roma antiga.

Denominação
Lalande-de-Pomerol

O château

O Perron fica ao lado da igreja de Lalande-de-Pomerol, erguida no século XII, e o terreno era habitado muito antes: ferramentas neolíticas apareceram em 1960, quando se cavavam as cubas subterrâneas. A propriedade é de 1642 e o château, de 1647. De 1868 a 1898 pertenceu à família Nicolas e estava entre os principais crus bourgeois da comuna, com 15 a 20 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas), medalhado em Paris em 1877 e de novo em 1878. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o grafavam Au Peyron nas suas tabelas, uma grafia que a propriedade nunca usou; Perron é o nome que ela levava então e leva hoje. A família Massonie o tem desde 1958: Auguste Massonie, depois o filho Michel-Pierre e, desde 2000, os 3 filhos, Béatrice, Bertrand e Thibault.

O vinhedo cresceu de 23 para 36,17 hectares graças a uma parceria com a família Crouvezier, sobre cascalho arenoso e subsolo de óxido de ferro. É plantado com 80% de merlot, 10% de cabernet sauvignon e 10% de cabernet franc; 63% das vinhas são velhas, e as jovens, 37%, estão a 5.500 a 7.800 pés por hectare. O Perron é certificado ISO 14001 desde 2013, pelo sistema de gestão ambiental de Bordeaux, e orgânico desde 2022, e tem a Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas) de nível 3. Além do grand vin (o primeiro vinho da propriedade), a família faz o Château La Croix, elaborado pela primeira vez em 2018, e o Château Pierrefitte.

O Château Perron La Fleur vem das vinhas mais antigas da propriedade, com mais de 70 anos em média, envelhecido em cubas de madeira troncocônicas, metade delas novas. Hoje é todo merlot; o 2007 tinha 90%. A ambição da família está num vitral no muro da propriedade: “Nec Falerno Minor”, não menor que o Falerno, o vinho mais célebre da Roma antiga. É uma pretensão ousada para Lalande-de-Pomerol, e o tipo de confiança tranquila que faz valer a pena acompanhar os satélites de Pomerol. O 1998, que provei em maio de 2026, mostrou o que o tempo faz aqui: taninos macios, aromas evoluídos e a passagem lenta da fruta para a terra e o cedro. No mesmo mês pus lado a lado o Perron 2016 e o 2017, uma lição de como Bordeaux guarda a memória do tempo: o 2016 falando com confiança e amplitude, o 2017, de uma safra de geadas de primavera, com contenção.

De relance

Denominação
Lalande-de-Pomerol
Comuna
Lalande-de-Pomerol, ao lado da igreja do século XII
Classificação
Sem classificação
Proprietários
A família Massonie, desde 1958, em 3 gerações
Vinhedo
36,17 hectares; 63% de vinhas velhas; as jovens a 5.500 a 7.800 pés por hectare
Solo
Cascalho arenoso sobre subsolo de óxido de ferro
Uvas
Merlot 80%, cabernet sauvignon 10%, cabernet franc 10%
Cultivo
ISO 14001 desde 2013; orgânico certificado desde 2022; Haute Valeur Environnementale, nível 3
Vinhos
Château Perron; Château Perron La Fleur, de vinhas de mais de 70 anos; Château La Croix, desde 2018; Château Pierrefitte
Na história
Au Peyron nas tabelas do comércio, de 1868 a 1898, da família Nicolas; medalhas em Paris, 1877 e 1878

Fontes: Château Perron, a propriedade · Château Perron, a propriedade · Château Perron, história · Château Perron, nossos vinhos · Château Perron, nossos compromissos · Syndicat Viticole de Lalande-de-Pomerol, Perron · Guide Hachette des Vins, Château Perron La Fleur 2007 · Guto Assumpção no Instagram, Château Perron La Fleur 1998, 26 de maio de 2026 · Guto Assumpção no Instagram, Château Perron 2016 & 2017, 27 de maio de 2026

O registro

O Château Perron está na denominação Lalande-de-Pomerol.

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

2

Daqui em diante