Château

Château Canon Chaigneau

21 hectares no alto do planalto de Néac, a 1 quilômetro ao norte do Petrus, cujo vinho é feito desde 1995 por Thierry Garnaud, durante 30 anos mestre de adega do Cheval Blanc.

Denominação
Lalande-de-Pomerol

O château

O Canon Chaigneau fica no alto do planalto de Néac, no leste de Lalande-de-Pomerol, a 1 quilômetro ao norte do Petrus, sobre argila e calcário profundos e carregados de ferro. Chaigneau é um nome antigo entre os produtores. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, registram 6 a 10 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) em Chagneau em nome de Guérin em 1868, e a edição inglesa de 1883 conta que J.-J. Cabanes, então dono do Château Gazin, em Pomerol, estava criando ali um vinhedo, que em 1886 já produzia 40 tonneaux. A família Marin trabalhou a propriedade por décadas e continua acionista; Louis Marin cuida do vinhedo há quase 40 anos. Romik Arconian, negociante de vinhos nascido em Londres, e a mulher, Marine Fontana, engenheira agrônoma, assumiram a propriedade, com alguns amigos próximos como investidores.

A adega está nas mãos de Thierry Garnaud desde 1995, e durante a maior parte desse tempo ele foi também mestre de adega do Château Cheval Blanc, de 1988 a 2018. Os 21 hectares têm vinhas de 35 anos e a certificação Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas), nível 3, desde 2020. O vinho do château tem cerca de 95% de merlot, com cabernet franc e malbec, que os libourneses chamam de pressac. Fermenta de 15 a 18 dias em cubas de concreto de 44 a 150 hectolitros, com 3 remontagens por dia, e envelhece por cerca de 20 meses, uns 35% em barricas de carvalho francês de 500 litros, novas ou de 1 ou 2 vinhos, das tanoarias Sylvain, Demptos e Taransaud, e o resto em concreto. A Cuvée 8a é elaborada e envelhecida só em concreto, com parcelas escolhidas pelo lado mineral; há também um branco e um rosé.

O 2019, que provei em abril e de novo em maio de 2024, era então talvez o meu novo vinho preferido de Lalande-de-Pomerol: escuro e vibrante, fruta negra e vermelha com um toque de trufa, saboroso e suculento, de acidez equilibrada, taninos agradáveis e 10 anos ou mais pela frente. O que fica na memória é a precisão, que talvez se explique por quem o faz. O 2007, provado em março de 2025 aos 18 anos, mostrava notas terciárias mas ainda muita fruta fresca, e aguentaria mais. Lalande-de-Pomerol é esquecida com frequência demais, e esta propriedade mostra do que ela é capaz, por uma fração do preço dos vizinhos.

De relance

Denominação
Lalande-de-Pomerol
Comuna
Néac
Classificação
Sem classificação
Proprietários
Romik Arconian e Marine Fontana; a família Marin continua acionista
Direção
Thierry Garnaud, mestre de adega, desde 1995; Louis Marin, vinhedo
Vinhedo
21 hectares no alto do planalto de Néac; vinhas de 35 anos em média
Solo
Argila e calcário profundos, ricos em ferro
Uvas
Merlot cerca de 95%, com cabernet franc e malbec
Cultivo
Haute Valeur Environnementale, nível 3, desde 2020
Adega
15 a 18 dias em cubas de concreto de 44 a 150 hectolitros; cerca de 20 meses, 35% em barricas de carvalho de 500 litros, o resto em concreto
Vinhos
Château Canon Chaigneau; Cuvée 8a; um branco; um rosé
Na história
Um vinhedo criado em Chagneau por J.-J. Cabanes, do Gazin, em 1883; 40 tonneaux em 1886

Fontes: Château Canon Chaigneau, nosso vinhedo · Château Canon Chaigneau, nossa equipe · Château Canon Chaigneau, nosso enólogo · Château Canon Chaigneau, o grand vin · Syndicat viticole de Lalande-de-Pomerol, os membros · Guto Assumpção no Instagram, Château Canon Chaigneau 2019, 31 de maio de 2024 · Guto Assumpção no Instagram, Château Canon Chaigneau 2007, 25 de março de 2025

O registro

O Château Canon Chaigneau está na denominação Lalande-de-Pomerol.

Cru Classé

Somente por convite.

Degustações

4

Daqui em diante