Canon-Fronsac

O canto sudoeste de Fronsac, onde o Isle encontra o Dordogne: 2 comunas de encostas calcárias íngremes, 270 hectares e cerca de 50 propriedades de família, na colina que um geógrafo chamou de berço dos grandes vinhos do Libournais.


O lugar

O Canon Fronsac fica no canto sudoeste da área de Fronsac, na margem direita do Dordogne, onde o Isle deságua nele. Abrange 2 comunas, Fronsac e Saint-Michel-de-Fronsac, e só as parcelas que o INAO aprovou em 14 de setembro de 1989; as várzeas aluviais do vale baixo ficam de fora. É um terreno íngreme: promontórios de pedra, depressões e uma cornija calcária coberta de mata, que sobe a 61 metros no tertre de Canon. Debaixo dele estão a molassa do Fronsadais, de areia, arenito e argila, o calcário de Castillon e o calcário de astérias, que se desfazem em solos pardos calcários, argila e calcário, e argila arenosa. Em 2010 a denominação cobria 270 hectares e fazia em média 11.000 hectolitros por ano, de umas 50 propriedades de família com cerca de 6 hectares cada.

As regras

Só tinto. Cabernet franc, cabernet sauvignon, malbec, também chamado de cot, e merlot são as castas principais e precisam somar ao menos 80% das vinhas; o malbec entrou entre elas em 2024. Carmenère e petit verdot são acessórias, até 10% cada. No mínimo 5.000 pés por hectare, em fileiras de no máximo 2 metros. O merlot é colhido com 198 g/l de açúcar e as outras castas com 180, o vinho precisa chegar a 11% de álcool natural, e o rendimento é de 53 hectolitros por hectare com teto de 65. É envelhecido até 1º de junho e vendido a partir de 30 de junho do ano seguinte à colheita. As cabeceiras de cada parcela precisam ter grama, a capina química fica limitada a 30 centímetros de cada lado da fileira, e todo produtor registra cada tratamento. O cahier des charges (o regulamento oficial da denominação), o regulamento oficial da denominação, foi homologado em 10 de dezembro de 2024, no mesmo dia que o de Fronsac.

Os nomes

Sem classificação. A denominação foi reconhecida em 1º de julho de 1939 como Côtes de Canon Fronsac, nome encurtado em 1964. A sua história é uma história de donos. O cardeal Richelieu comprou a terra de Fronsac em 1633. No século XVIII, Louis-François Armand du Plessis, conhecido como Fronsac, construiu aqui uma casa de recreio ao gosto italiano e serviu o vinho em Versalhes, até o vinho virar moda em Paris. No fim daquele século, os negociantes de Libourne Fontemoing, Boyer e Lafon compraram propriedades na colina. O geógrafo Henri Enjalbert chamou Canon de berço histórico dos grandes vinhos do Libournais.

Cor
Tinto
Comunas
Fronsac e Saint-Michel-de-Fronsac, nas parcelas aprovadas em 1989
Vinhedo
270 hectares, 11.000 hectolitros por ano, umas 50 propriedades de cerca de 6 hectares (2010)
Solo
Molassa do Fronsadais, calcário de Castillon e calcário de astérias; 61 metros no tertre de Canon
Uvas
Cabernet franc, cabernet sauvignon, malbec, merlot, ao menos 80% das vinhas; carmenère e petit verdot até 10% cada
Densidade
5.000 pés por hectare no mínimo
Rendimento
53 hectolitros por hectare, teto de 65
Álcool
11% natural no mínimo; 198 g/l de açúcar para o merlot, 180 para as outras
Venda
A partir de 30 de junho do ano seguinte à colheita
Classificados
Sem classificação
AOC desde
1º de julho de 1939 como Côtes de Canon Fronsac; Canon Fronsac desde 1964; regulamento de 10 de dezembro de 2024

Fontes: FGVB, cahier des charges Canon Fronsac, arrêté du 10 décembre 2024 · FGVB, cahier des charges Canon Fronsac, les modifications de 2024

A pilha

O mesmo terreno em Canon-Fronsac também pode ser rotulado Bordeaux, Bordeaux Supérieur, Crémant de Bordeaux e Fronsac. Um produtor escolhe a denominação sob a qual vende, e a mais estreita é quase sempre a mais cara.

As denominações de Bordeaux são empilhadas, não postas lado a lado. O mapa desenha a pilha inteira. Abrir o mapa

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