Château
Château Falfas
Um château de 1612 em Bayon, que leva o nome de um presidente do Parlamento da Guyenne, entre os primeiros crus do Bourgeais desde pelo menos 1824 e em cultivo biodinâmico com Véronique Cochran.
- Denominação
- Côtes de Bourg
O château
Nos séculos XIV e XV o Falfas pertencia aos senhores de Lansac, e seus vinhos iam para a corte dos Eduardos da Inglaterra. Em 1612 os senhores de Riveaux construíram o château e sua adega no estilo Luís XIII, e no fim daquele século Gaillard de Falfas, presidente do Parlamento da Guyenne, o comprou, o restaurou e lhe deu seu nome; hoje o château é monumento histórico. O vinho foi reconhecido cedo, e por muito tempo. William Franck, cujo Traité sur les vins du Médoc saiu pela primeira vez em 1824, contava o Château de Falfax, como ele escrevia, entre os 2 primeiros crus de Bayon, vinhos que pediam longa guarda e eram apreciados por poucos conhecedores. A partir de 1868 Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, o puseram entre os 4 crus que ocupavam havia mais de 100 anos a primeira categoria do Bourgeais, e em 1893 o descreveram em 1 das mais belas encostas de Bayon, no encontro do Garonne com o Dordogne, diante do Château Margaux; um antigo senhor só vendia o vinho dali junto com o de suas propriedades do Médoc. A família Chasteigner ganhou com ele medalhas de prata em Niort, em 1865, e em Paris, em 1878, e de 1898 a 1922 o château produziu 200 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas).
Os 20 hectares ficam nas encostas voltadas para o sul das colinas conhecidas como a pequena Suíça da Gironde, sobre argila e calcário cheio de estrelas-do-mar fósseis. Véronique Cochran é a dona e cultiva tudo em biodinâmica, com certificação Biodyvin; o pai dela, François Bouchet, cultivava em biodinâmica e reuniu num livro seus 50 anos de prática e de ensino. O Château Falfas leva 55% de merlot, 30% de cabernet sauvignon, 10% de cabernet franc e 5% de malbec, de vinhas de 35 anos, e passa 12 meses em barrica. Le Chevalier, de vinhas de 75 anos, tem 70% de cabernet sauvignon e cabernet franc e 30% de merlot, e passa de 20 a 24 meses em carvalho novo; Les Demoiselles de Falfas fica de 6 a 8 meses em cuba.
De relance
- Denominação
- Côtes de Bourg
- Comuna
- Bayon-sur-Gironde
- Classificação
- Sem classificação
- Proprietária
- Véronique Cochran
- Vinhedo
- 20 hectares em encostas voltadas para o sul
- Solo
- Argila e calcário com estrelas-do-mar fósseis
- Uvas
- Château Falfas: merlot 55%, cabernet sauvignon 30%, cabernet franc 10%, malbec 5%
- Cultivo
- Biodinâmico, certificado Biodyvin
- Adega
- 12 meses em barrica; Le Chevalier, de 20 a 24 meses em carvalho novo
- Vinhos
- Château Falfas; Château Falfas Le Chevalier; Les Demoiselles de Falfas
- A casa
- Um château de 1612, no estilo Luís XIII; monumento histórico
- Na história
- Entre os primeiros crus do Bourgeais desde 1824; 200 tonneaux a partir de 1898
Fontes: Château Falfas, em francês · Château Falfas, vinhedo e terroir · Château Falfas, biodynamics · Château Falfas, os vinhos · Château Falfas, a imprensa · Côtes de Bourg, Château Falfas
O registro
O Château Falfas está na denominação Côtes de Bourg.
Cru Classé
Somente por convite.
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