Sainte-Croix-du-Mont
Branco doce de 1 comuna numa falésia calcária sobre a margem direita do Garonne, de frente para Sauternes do outro lado do rio, onde bancos de ostras fósseis aparecem na rocha e grutas cavadas nela ainda guardam o vinho.
O lugar
Sainte-Croix-du-Mont é 1 comuna na margem direita do Garonne, com o vilarejo e as vinhas numa falésia de calcário de astérias que olha para Sauternes e Barsac do outro lado do rio. O calcário é coberto de argila arenosa e cascalhenta e da molassa do Agenais, e os solos pardos calcários carregam as conchas quebradas de ostras fósseis. As névoas que sobem onde o Ciron encontra o Garonne, e um vento que quase nunca falta, trazem a podridão nobre. Alguns produtores ainda guardam o vinho em grutas cavadas na falésia. Uns 50 produtores dedicam cerca de 370 hectares à denominação e fazem em média 12.000 hectolitros.
As regras
Só branco doce, de muscadelle, sauvignon, sauvignon gris e sémillon, com a sémillon de longe a maior parte. No mínimo 5.000 pés por hectare, em fileiras de no máximo 2,20 metros. As uvas são colhidas à mão em passagens sucessivas, sobremaduras, tocadas pela podridão nobre ou murchas no pé, e precisam ter 238 g/l de açúcar no caso da sémillon e 229 no das outras. O vinho precisa chegar a 14,5% de álcool natural, ser vendido com no mínimo 12% e guardar ao menos 45 g/l de açúcar, a 40 hectolitros por hectare com teto de 44. É envelhecido até 15 de janeiro e vendido a partir de 31 de janeiro do ano seguinte à colheita. O cahier des charges (o regulamento oficial da denominação) em vigor, o regulamento oficial da denominação, foi alterado pela última vez em 29 de dezembro de 2025.
Os nomes
Sem classificação. Os produtores fundaram o sindicato em 1908. A Cour d’appel de Bordeaux traçou os limites do vinho da comuna em 28 de julho de 1930, e o decreto de 11 de setembro de 1936 reconheceu a denominação dentro deles, no mesmo dia que Loupiac, ao lado. O costume de criar o vinho em barrica e depois em garrafa vem de cerca de 1750, quando entrou em uso o fósforo holandês, um pavio de enxofre queimado dentro do tonel.
- Cor
- Branco doce
- Comunas
- Sainte-Croix-du-Mont, e nenhuma outra
- Vinhedo
- Cerca de 370 hectares, uns 50 produtores, média de 12.000 hectolitros
- Solo
- Calcário de astérias sob argila arenosa e cascalhenta; solos pardos calcários com conchas de ostras fósseis
- Uvas
- Muscadelle, sauvignon, sauvignon gris, sémillon, a sémillon de longe a maior parte
- Densidade
- 5.000 pés por hectare no mínimo
- Colheita
- À mão, em passagens sucessivas; 238 g/l de açúcar para a sémillon, 229 para as outras
- Rendimento
- 40 hectolitros por hectare, teto de 44
- Álcool
- 14,5% natural no mínimo, vendido com no mínimo 12%; 45 g/l de açúcar restante
- Venda
- A partir de 31 de janeiro do ano seguinte à colheita
- Classificados
- Sem classificação
- AOC desde
- 11 de setembro de 1936; regulamento alterado em 29 de dezembro de 2025
Fonte: FGVB, cahier des charges Sainte-Croix-du-Mont, arrêté du 29 décembre 2025