Château

Château Sainte-Marie

Uma propriedade do Entre-deux-Mers em Targon, perto da abadia de La Sauve Majeure, da família Dupuch-Mondon desde 1956, com uma parcela de sémillon e merlot de mais de 100 anos.

Denominação
Entre-deux-Mers
No Instagram
@chateausainte_marie

O château

A casa do Sainte-Marie foi mantida pelos monges da abadia de La Sauve Majeure, a 4 quilômetros, e pegou fogo no século XVIII; conta a tradição que os peregrinos que voltavam de Santiago de Compostela paravam ali por causa da fonte, e uma missa foi rezada na propriedade até maio de 1997. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, incluem o Domaine de Sainte-Marie a partir de 1893 em nome de L. Maquenne, com 12 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) de tinto e 35 de branco, e a viúva dele ainda o tinha em 1922. Em 1956 Édouard Mondon o comprou, para pôr as vacas no pasto e fazer vinho. Mondon formou o sobrinho, Gilles Dupuch, durante 10 anos; Gilles herdou a propriedade em 1982 e chegou a presidir o Entre-deux-Mers. O filho caçula dele, Stéphane Dupuch, assumiu em 1997, e a mulher de Stéphane, Laurence, que chegou em 1996, cuida da administração e das finanças. Stéphane acrescentou um Crémant de Bordeaux e vinhos com syrah, e em 2009 o casal comprou o Château Peyredon Lagravette, em Listrac.

As vinhas se estendem por 2 colinas, e depois de um estudo geológico a família escolheu também parcelas fora da propriedade: Les Vieilles Vignes, 25 hectares em volta do Sainte-Marie, em Targon, sobretudo em argila e calcário; Alios, a 8 quilômetros, 14 hectares em cascalho argiloso; a parcela de Marcon, em La Sauve, sobre calcário de astérias aflorante; e uma parcela voltada para o sul em Croignon, sobre cascalho pirenaico e argila. Uma parcela de sémillon e merlot tem mais de 100 anos. A densidade de plantio vai de 5.000 a 10.000 pés por hectare, as vinhas têm cerca de 25 anos em média, e a propriedade mantém 8 colmeias e trabalha para obter o selo Bee Friendly. A adega tem mesa de seleção, controle de temperatura, prensa pneumática e barricas. O Vieilles Vignes branco, um Entre-deux-Mers, tem 70% de sauvignon blanc, 20% de sémillon e 10% de muscadelle, fermenta entre 15 e 18°C e envelhece em inox sobre as borras, com bâtonnage toda semana; o Vieilles Vignes tinto, um Bordeaux Supérieur, tem 72% de merlot e 28% de cabernet sauvignon, macera e fermenta de 3 a 5 semanas em inox e envelhece 8 meses, 80% em cubas de inox e 20% em barricas de carvalho francês que já receberam 1 ou 2 vinhos.

De relance

Denominação
Entre-deux-Mers, branco; Bordeaux Supérieur, tinto; também rosé, clairet e Crémant de Bordeaux
Comuna
Targon
Classificação
Sem classificação
Proprietário
Stéphane Dupuch, desde 1997; a família Dupuch-Mondon desde 1956
Direção
Laurence Dupuch, administração e finanças; Géraldine Lussiez, logística e produção
Vinhedo
Les Vieilles Vignes, 25 hectares em Targon; Alios, 14 hectares; parcelas em La Sauve e Croignon
Solo
Argila e calcário; cascalho argiloso; calcário de astérias; cascalho pirenaico sobre argila
Uvas
Vieilles Vignes branco: sauvignon blanc 70%, sémillon 20%, muscadelle 10%; tinto: merlot 72%, cabernet sauvignon 28%
Adega
Mesa de seleção, controle de temperatura, prensa pneumática; inox e barricas de carvalho francês
Vinhos
Château Sainte-Marie Vieilles Vignes, branco e tinto; Alios; Madlys; Astérie; rosé; clairet; Crémant
A casa
Também o Château Peyredon Lagravette, Listrac, desde 2009
Na história
A família Maquenne, de 1893 a 1922; 12 tonneaux de tinto e 35 de branco em 1893

Fontes: Château Sainte-Marie, a propriedade · Château Sainte-Marie, a family passion · Château Sainte-Marie, uma promessa de qualidade · Château Sainte-Marie, o vinhedo · Château Sainte-Marie, Château Peyredon Lagravette · Château Sainte-Marie, a loja · Château Sainte-Marie, Vieilles Vignes white · Château Sainte-Marie, Vieilles Vignes red

O registro

O Château Sainte-Marie está na denominação Entre-deux-Mers.

Cru Classé

Somente por convite.

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