Négociant
A. de Luze & Fils
Como ler
As maiúsculas marcam a sílaba forte. O “ü” é um “i” dito com os lábios em bico. O “ö” é um “ê” dito com os lábios em bico. Ouça o áudio: ele é a referência.
Alfred de Luze tinha 23 anos quando abriu a casa no quai des Chartrons, em 1820, e em 1908 e 1910 ela comprou toda a colheita do Calon-Ségur.
A casa
Alfred de Luze partiu para Nova York com Louis-Philippe de Luze em 1817 para importar mercadorias da Europa. Voltou e, em 1820, aos 23 anos, abriu a A. de Luze & Fils nos números 88 e 89 do quai des Chartrons, em Bordeaux. A casa amadurecia, engarrafava e embarcava os grands vins de Bordeaux, e também conhaque. O fundador passou os anos de 1822 a 1880 vendendo os vinhos e destilados da casa no exterior, e recebeu o título de barão.
A casa comprava no topo do Médoc. Um livro sobre os crus classificados do Médoc impresso em Londres em 1920 dá à de Luze and Fils o monopólio das colheitas de 1908 e de 1910 do Château Calon-Ségur. O mesmo livro cita a casa entre as que compravam o Château Canon La Gaffelière, em Saint-Émilion. Em 1920, 100 anos depois da abertura no quai des Chartrons, a Maison A. de Luze et Fils virou sociedade anônima, e em 1927 sociedade limitada. O século XX trouxe novos donos: o grupo britânico Bowater-Ralli em 1973 e o grupo Rémy Martin em 1980. Em 1991 a casa se juntou a outras casas comerciais de Bordeaux para formar o grupo Grands Vins de Gironde, a GVG. A Borie Castéja Animation Participations, a holding da família Castéja, da Borie-Manoux, passou a presidir a GVG em 14 de junho de 2011.
Em abril de 2018 o tribunal criminal de Bordeaux considerou a GVG culpada de fraude ao consumidor por cerca de 6.000 hectolitros de vinho misturados ou rotulados entre 2014 e 2015 sem a rastreabilidade que as regras exigem. Multou a empresa em 400.000 euros, metade com suspensão, mais 3.000 euros de indenização ao CIVB, o conselho dos vinhos de Bordeaux. O tribunal atribuiu a falta sobretudo à empresa, e não a pessoas, a defesa da empresa contestou qualquer intenção de enganar, e a família Castéja não foi parte no processo.
Em junho de 2024 a GVG separou o comércio do engarrafamento e da logística, e a Clas Pack, ao lado da casa comercial em Saint-Loubès, passou a cuidar do engarrafamento, da armazenagem e da embalagem. A casa comercial, com as marcas Fleur de Luze e Héritage de Luze, trabalha com o nome do homem que a abriu no quai des Chartrons em 1820: A. de Luze.
De relance
- Tipo
- Négociant
- Sede
- Saint-Loubès
- Fundação
- 1820, por Alfred de Luze, no quai des Chartrons, 88 e 89
- Proprietário
- A família Castéja, pela Borie Castéja Animation Participations, desde 14 de junho de 2011
- Marcas
- Fleur de Luze; Héritage de Luze
- No registro
- Toda a colheita do Calon-Ségur, 1908 e 1910; Canon La Gaffelière, antes de 1920
Fontes
- Livros e estudos
- G.A.K., Clarets and Sauternes: Classed Growths of the Médoc, 1920
- Registros
- GVG Grands Vins de Gironde, SIREN 775 583 255 (Annuaire des Entreprises); Avisos do BODACC, GVG Grands Vins de Gironde (Pappers)
- Imprensa
- Meininger, Grands Vins de Gironde (GVG) aufgeteilt, 2024; Decanter, Bordeaux wine fraud: GVG merchant ordered to pay 200,000 euros, 2018; Wine Spectator, Bordeaux Wine Firm Found Guilty of Fraud, 2018; The Drinks Business, GVG fined 200,000 euros, 2018
- Publicações próprias
- Maison A. de Luze: Notre histoire, Qui sommes-nous
Revisado em 10 de outubro de 2026. Como escolho as fontes
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