Château

Château Le Puy

Um alto em Saint-Cibard onde a família Amoreau vive desde 1610, faz vinhos sem sulfito adicionado desde 1990 e cujo Emilien 2003 ficou famoso com Gotas de Deus.


O château

Os Amoreau estão em le Puy desde 1610, quando viviam aqui e em Coussillon, a 400 metros, da vinha e do trigo vermelho. Por volta de 1830 começaram a casa da família, que ainda abriga a equipe de le Puy. No fim do século XIX os livros do comércio já os conheciam: Édouard Féret, o editor de Bordeaux, inclui Barthélemy Amoreau em Le Puy no seu Les vins de l’arrondissement de Libourne de 1897, entre os crus artisans et crus paysans, com 30 tonneaux (a antiga medida bordalesa de uma colheita, 900 litros, ou 4 barricas) de tinto e 5 de branco, e em 1922 os Amoreau continuam lá, no Cru du Puy-Lavergnasse. Barthélemy (1844 a 1925) deixou cadernos em que questionava o uso do enxofre na vinificação. Paule Amoreau fez o vinho durante a Segunda Guerra Mundial; o marido dela, Pierre-Robert, foi 1 dos primeiros membros da Nature & Progrès, fundada em 1964; e a partir de 1990 o filho do casal, Jean Pierre, e Pascal Amoreau passaram a fazer vinhos sem sulfito adicionado e adotaram a biodinâmica. Em 2009 le Puy apareceu no mangá Gotas de Deus, e na versão para a televisão o Emilien 2003 foi declarado o melhor vinho do mundo. Em 2012 a família comprou as primeiras parcelas da Closerie Saint Roc, 16 hectares em Puisseguin que já tinham sido de antepassados Amoreau, e em 2019 trouxe de volta castas antigas como counoise, grolleau, chenanson e castets.

Le Puy fica a 107 metros de altitude, num planalto de argila e calcário de astérias acima do vale do Dordogne, e floresta, prados e um lago ocupam metade das terras. 5 cavalos trabalham o solo; a aração é proibida, as vinhas são tratadas sobretudo com infusões de plantas e composto de chifre, e a colheita é toda à mão, sem vindima verde nem desfolha; a propriedade tem certificação Ecocert e Demeter. As uvas são desengaçadas e fermentam em cubas de cimento só com leveduras nativas, por infusão; os tintos envelhecem pelo menos 2 anos em barricas usadas e foudres, em adegas sem controle de temperatura, e cada garrafa é selada com cera. Não há consultor de fora: quem decide é um comitê da família. O Emilien vem de vinhas com 85% de merlot, 7% de cabernet sauvignon, 6% de cabernet franc, 1% de malbec e 1% de carmenère; o Barthélemy é merlot puro da parcela de Les Rocs, para a qual a família pediu ao INAO uma denominação própria, “le Puy”; vinhas de sémillon com mais de 70 anos em média dão o Marie-Cécile e o Marie-Elisa.

De relance

Denominação
Francs Côtes de Bordeaux
Comuna
Saint-Cibard
Classificação
Sem classificação
Proprietários
A família Amoreau, desde 1610
Solo
Planalto de argila e calcário de astérias, a 107 metros
Uvas
Emilien: merlot 85%, cabernet sauvignon 7%, cabernet franc 6%, malbec 1%, carmenère 1%; sémillon para os brancos
Cultivo
Ecocert e Demeter; trabalho com cavalos, sem aração
Adega
Cubas de cimento, leveduras nativas; pelo menos 2 anos em barricas usadas e foudres; muitos vinhos sem sulfito adicionado; sem consultor de fora
Vinhos
Emilien; Barthélemy; Retour des Îles; Blaise-Albert; Rose-Marie; Marie-Cécile; Marie-Elisa
A casa
Também a Closerie Saint Roc, Puisseguin, 16 hectares

Fontes: Château Le Puy, nossa história · Château Le Puy, história: 1610 · Château Le Puy, história: 1830 · Château Le Puy, história: 1944 · Château Le Puy, história: 1990 · Château Le Puy, história: 2009 · Château Le Puy, história: 2012 · Château Le Puy, história: 2019 · Château Le Puy, a unique site · Château Le Puy, na vinha · Château Le Puy, na adega · Château Le Puy, nossos vinhos · Château Le Puy, Emilien · Château Le Puy, Barthélemy · Château Le Puy, aviso legal · CIVB, Francs Côtes de Bordeaux

O registro

O Château Le Puy está na denominação Francs Côtes de Bordeaux.

Cru Classé

Somente por convite.

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