Château

Château d’Arricaud

Uma casa em Landiras construída em boa parte por um mosqueteiro que virou magistrado, onde a família Bouyx-Trénit faz um Graves Supérieures doce, de vinhas voltadas para a região de Sauternes.

Denominação
Graves Supérieures

O château

O Château d’Arricaud fica em Landiras, cercado de bosques e voltado para a região de Sauternes, e a casa é em boa parte obra de 1 homem. O conde Joachim de Chalup entrou para os mosqueteiros cinzentos em 1772 e presidiu o Parlamento de Bordeaux; foi preso em Cadillac durante o Terror e, na Restauração, tornou-se primeiro presidente da corte real de Angers. Charles Cocks e Édouard Féret, cujo Bordeaux et ses vins era a obra de referência do comércio de Bordeaux, trazem o Château Darricaud, grafado assim, a partir de 1886, em nome do conde R. de Chalup: um domínio de 100 hectares em terreno argiloso a nordeste de Landiras, mais de 1 terço dele em vinhas. Em 1898 o guia o dava como o cru que sempre tivera fama de primeiro de Landiras, com vinhos capazes de rivalizar com os de Illats; já ganhara uma medalha de bronze em Paris em 1878. Em 1922 pertencia a A. Pergaud, com cerca de 70 hectares.

A família Bouyx-Trénit o tem há 3 gerações, e Isabelle Bouyx o dirige hoje. Os 23 hectares formam 1 bloco, com cascalho argiloso nas partes altas e argilo-calcário vermelho com estrelas-do-mar fósseis mais abaixo; os tintos crescem no cascalho e os brancos no calcário, e a propriedade tem a certificação Haute Valeur Environnementale (Alto Valor Ambiental, a certificação ambiental do Estado francês para as propriedades agrícolas).

O Graves Supérieures vem de 3 hectares de vinhas de 40 anos, com 80% de sémillon, 10% de sauvignon e 10% de muscadelle, colhidas à mão em passagens sucessivas para os cachos botritizados, fermentadas lentamente em inox a 17°C e envelhecidas 18 meses sobre borras finas. Há também um Graves branco seco, com 70% de sémillon e 30% de sauvignon, e 2 Graves tintos: o Grand Vin (o primeiro vinho da propriedade), com 90% de cabernet sauvignon, envelhecido 2 anos em barrica, e o Réserve du Comte, com 70% de merlot.

De relance

Denominação
Graves Supérieures, doce; Graves, tinto e branco
Comuna
Landiras
Classificação
Sem classificação
Proprietários
A família Bouyx-Trénit, há 3 gerações
Direção
Isabelle Bouyx
Vinhedo
23 hectares em 1 bloco; 3 para o Graves Supérieures
Solo
Cascalho argiloso no alto; argilo-calcário vermelho com estrelas-do-mar fósseis embaixo
Uvas
Graves Supérieures: sémillon 80%, sauvignon 10%, muscadelle 10%
Cultivo
Haute Valeur Environnementale
Adega
Graves Supérieures: inox a 17°C, 18 meses sobre borras finas
Vinhos
Château d’Arricaud Graves Supérieures; Graves branco seco; Grand Vin e Réserve du Comte, Graves tintos
Na história
Tido como o primeiro cru de Landiras em 1898; medalha de bronze em Paris em 1878

Fontes: Château d’Arricaud, a propriedade · Château d’Arricaud, o vinhedo · Château d’Arricaud, ficha técnica do Graves Supérieures · Château d’Arricaud, o Graves branco seco · Château d’Arricaud, o Grand Vin tinto · Château d’Arricaud, o Réserve du Comte

O registro

O Château d’Arricaud está na denominação Graves Supérieures.

Cru Classé

Somente por convite.