Instituição

CIVB, Conseil Interprofessionnel du Vin de Bordeaux

cõ-SÉI ẽ-tér-prô-fé-sió-NÉL dü vẽ dö bór-DÔ
Como ler

As maiúsculas marcam a sílaba forte. O “ü” é um “i” dito com os lábios em bico. O “ö” é um “ê” dito com os lábios em bico. O “ẽ” é um “é” dito pelo nariz. Todo “r” soa como o “rr” de “carro”. O “l” no fim da sílaba não vira “u”. O “t” e o “d” não viram “tch” e “dj”. Ouça o áudio: ele é a referência.

Desde a lei de 18 de agosto de 1948, produtores, négociants (negociantes, que compram dos châteaux e revendem) e courtiers (corretores, que colocam o vinho dos châteaux com os negociantes) de Bordeaux cuidam juntos do comércio do seu vinho neste conselho, nascido de um comitê de 1943.


A casa

A ideia nasceu da guerra. Em 1943 a administração regional criou um Comité interprofessionnel d’entente et d’étude du vin de Bordeaux. O Commissaire de la République, o representante do Estado na Bordeaux libertada, criou em 22 de fevereiro de 1945 um primeiro conselho, que pouco fez. O conselho ganhou forma de fato com um projeto de lei apresentado por iniciativa de Jean-Raymond Guyon, deputado pela Gironde nascido em Libourne, que tinha vendido vinho antes de entrar para a administração fiscal em 1926. Aprovado em 14 de maio de 1948, o projeto levou à lei de 18 de agosto de 1948, que criou o Conseil Interprofessionnel du Vin de Bordeaux.

Pela lei, o conselho recebeu 3 tarefas: ligar o setor aos poderes públicos, facilitar as relações entre produtores e negociantes e promover os vinhos entre quem os bebe. Reunia produtores, cooperativas, négociants e courtiers, e vivia de uma taxa por hectolitro, cobrada na emissão das guias de circulação do vinho. Um decreto de 18 de novembro de 1966 o reorganizou. Em 1973, ano de uma colheita de 5.649.608 hectolitros, a taxa rendeu cerca de 3 milhões de francos. Um projeto de 4 senadores, examinado pelo Senado em outubro de 1974, buscava dar mais poder ao conselho. Visava sobretudo um estoque de segurança de vinho, que o conselho nunca tivera meios de formar e financiar. O Senado aprovou o projeto em primeira leitura em 24 de outubro de 1974, e um decreto de 16 de fevereiro de 1976 reorganizou o conselho de novo.

A presidência alternava entre os produtores e o négoce (o comércio dos negociantes de Bordeaux): o négociant Allan Sichel a passou ao produtor Bernard Farges na assembleia geral de 7 de julho de 2025, por 3 anos. Em 6 de julho de 2026 a assembleia fez de Philippe Tapie, presidente da casa comercial Haut Médoc Sélection, copresidente ao lado dele, a primeira vez que o conselho tem 2 presidentes. O mandato deles vai até julho de 2028. Hoje o CIVB é um organismo privado de interesse público, criado por lei, que estuda o mercado, promove as denominações de Bordeaux e fala pelo setor junto às autoridades nacionais e europeias.

De relance

Tipo
Instituição
Sede
Bordeaux
Fundação
Pela lei de 18 de agosto de 1948; um primeiro comitê em 1943
Direção
Bernard Farges e Philippe Tapie, copresidentes desde julho de 2026

Fontes

Livros e estudos
Florian Humbert, L’INAO, de ses origines à la fin des années 1960, 2011; Marie-Claude Belis-Bergouignan, Bordeaux Wines: An Archetypal Terroir Cluster?, 2011

Revisado em 10 de outubro de 2026. Como escolho as fontes

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